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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

The Deuce

Série nova produzida pelo canal HBO. O roteiro foca em um momento de Nova Iorque bem específico, durante os anos 70. Numa parte da cidade havia toda uma série de problemas urbanos, como prostituição de rua, pornografia barata e crimes. Esse quadro durou até os anos 90 quando a política da tolerância zero fez uma limpeza na cidade, principalmente nos lugares mais decadentes, dominados pela máfia italiana. James Franco, que também é um dos produtores, interpreta dois irmãos gêmeos. Um ganha a vida como barman de uma espelunca local, o outro é um jogador viciado que está´sempre devendo dinheiro para mafiosos do baixo clero, que por causa disso estão sempre o ameaçando de morte.

A série também tem como uma das personagens principais uma prostituta interpretada pela atriz Maggie Gyllenhaal. Mãe solteira, desempregada, ela começa a fazer ponto de prostituição na frente de cinemas falidos e pequenos hotéis onde por apenas 5 dólares um cliente poderia levá-la para um programa rápido. Ela não aceita ser controlada pelos cafetões da rua e isso causa uma certa tensão. Depois, mais tarde, ela descobre o mercado ilegal de pequenas produções pornográficas e resolve aos poucos investir nesse ramo. O roteiro assim dá um panorama geral no mundo barra pesada de Nova Iorque do passado. É uma boa produção, com reconstituição de época bem feita e temática marginal. Só mesmo um canal como a HBO poderia produzir algo assim. Definitivamente esse tipo de programa não passaria em um canal aberto. Enfim, não assisti ainda todos os episódios da primeira temporada, mas os que vi são acima da média, bem recomendados.

The Deuce (Estados Unidos, 2017) Direção: James Franco, Michelle MacLaren, Uta Briesewitz / Roteiro: George Pelecanos, David Simon / Elenco: James Franco, Maggie Gyllenhaal, Kevin Breznahan,  Ralph Macchio / Sinopse: A série explora o lado mais marginal e decadente de Nova Iorque dos anos 70, onde convivia-se com a prostituição, as drogas e a exploração sexual das mulheres, nos becos mais perigosos e escuros da grande metrópole.

Pablo Aluísio.